Confiabilidade e confiança andam juntas na entrega de produtos comprados pela internet
22/02/2009
O mercado de venda de produtos via internet, o e-commerce, cresce ano a ano. Só no primeiro semestre de 2009 o segmento subiu 27% em relação ao mesmo período de 2008, que contou com um faturamento bruto de R$ 4,8 bilhões, segundo a e-bit, empresa de monitoramento de comércio eletrônico. Mas como explicar isso? Confiabilidade e confiança são as maiores responsáveis. Cada vez mais estas duas palavras têm influenciado a decisão de compra do consumidor, que tem acreditado tanto na loja em que efetuou a compra, quanto na empresa que fará a entrega.
Um bom exemplo é a Ramos Transportes, uma das maiores empresas do segmento no País e que atua há nove anos na entrega de produtos comprados pela internet, que dobrou o tamanho da sua divisão de comércio eletrônico em 2009, realizando em média 180 mil entregas por mês. Atualmente, o e-commerce corresponde a fatia de 15% do faturamento total anual da empresa. “Finalizamos o ano com a implantação de uma série de evoluções tecnológicas que nos deixa bem estruturados para atender as demandas”, explica Adriano Campos, Diretor nacional B2C da Ramos Transportes. O desenvolvimento e o aprimoramento das ferramentas existentes é fundamental como, por exemplo: coleta por código de barra, acompanhamento on-line dos pedidos, até a finalização da entrega que pode ser através de várias ferramentas entre elas baixa via celular.
Os produtos mais transportados foram os eletrodomésticos, que tiveram o incentivo fiscal do governo com a redução do IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados. Entre os principais clientes da Ramos estão empresas como a Americanas.com, Submarino, Shop Time, Ponto Frio, Extra.com, Compra Fácil, Gazin, Magazine Luiza, Colombo, entre outros.
Mas o segredo do crescimento da divisão de e-commerce também está na operação de logística reversa, que é a devolução dos produtos, seja por qual for o motivo. “Estamos com maior foco para esta área que normalmente é renegada ou esquecida pelas empresas”, comenta Campos.
Para 2010, a meta é trabalhar cada vez mais para fortalecer os elos com os clientes. “Uma tendência forte neste mercado é o crescimento das pequenas empresas do “ponto com”. Estamos nos adaptando e fornecendo tecnologias que se enquadram em suas necessidades”, completa o diretor nacional B2C.